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Friday, August 21, 2026

Escolas ! Alexandre O'Neill : vida & obra ! Concurso Literário 2026, a não perder !





Alexandre O'Neill, 1975

créditos : Autor não identificado

 

Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões, escritor, poeta, tradutor e publicitário, nasceu em Lisboa em 19 de Dezembro de 1924. Foi um importante poeta do Movimento Surrealista Português.


Autodidacta, antes de chegar a poeta, O´Neill, que reprovara nos exames e abandonara os estudos, aprendeu a viver de biscates e do que escrevia. Foi escriturário, empregado de seguros, tradutor de romances, de poesia e de manuais científicos.


Colaborador de jornais e revistas, autor de textos para cinema, teatro, televisão e rádio, letrista de fados, foi ainda um dos mais importantes criativos publicitários. É dele o genial slogan com direito a figurar no Dicionário de Provérbios Portugueses :


“Há mar e mar, há ir e voltar”, 


O'Neill, como já escrevi mais acima, foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. O poeta descobriu o Surrealismo em 1945, quando conheceu Mário Cesariny, no café lisboeta “A Cubana”. 


Em Outubro de 1947, fundou com Cesariny e outros artistas, como José-Augusto França, João Moniz Pereira e António Domingues, o Grupo Surrealista de Lisboa, no qual teve a possibilidade de “escrever, pintar, desenhar colectivamente, rompendo com o individualismo progressista-burguês” 

 

É nesta corrente que publica a sua primeira obra, o volume de colagens A Ampola Miraculosa, Mas o grupo rapidamente se desdobra e acaba.


 



A Ampola Miraculosa

Alexandre O'Neill

https://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/ 


As influências surrealistas permanecem visíveis nas suas obras. Além de livros de poesia, a sua obra  inclui prosa, discos de poesia, traduções e antologias.


Detestava o que chamava de "!mistério da poesia”, percorria temas como o amor, o medo e a solidão. Os seus poemas são de grande singularidade e devem ser lidos.


"Faço uns versos. Não os tomo muito a sério."

Alexandre O'Neill




Nora Mitrani, 1949
créditos: Centro de Arte Moderna Gulbenkian

https://gulbenkian.pt/cam/works/


Teve como musa inspiradora, Nora Mitrani, a francesa que o fez perder a cabeça e que a família impediu de seguir para Paris. Ficou para sempre a dizer-lhe Adeus, a tropeçar de ternura na curva do poema. 


Um Adeus Português

Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada

Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor

(...)

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.

Alexandre O'Neil,

in RTP Ensina




Alexandre O'Neill [1924-2024]


Não conseguindo viver apenas da sua arte, O'Neill alargou a sua criatividade à publicidade. 


"Trabalho diariamente em publicidade de produtos e serviços. Nunca tive de enganar ninguém. Se assim acontecesse, mudaria de profissão. Que os consumidoes nos consumam e vigiem."

Alexandre O'Neill, entrevista Diário de Lisboa, 1986





No Reino da Dinamarca
Alexandre O'Neill
Guimarães Editores, 1958

Em 1958 Sai No Reino da Dinamarca, na colecção "Poesia e Verdade" da Guimarães Editores. É um livro que dá já o tom da obra do poeta: a ironia – que é sempre moralizadora –, o sarcasmo e o cinismo – formas pudicas de (não) expor desesperos, ternuras, sofrimentos. 


Com a edição de No Reino da Dinamarca, Alexandre O’Neill viu-se reconhecido como poeta...

 

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.


Alexandre O'Neill, A meu favor

in No Reino da Dinamarca

 

Na década de 60, provavelmente a mais produtiva literariamente, foi publicando livros de poesia, antologias de outros poetas e traduções.





Abandono Vigiado
Alexandre O'Neill
Guimaráes Editores, 1960


Edição original. Incluída na Colecção Poesia e Verdade. Raro e primeiro livro português  com poesia visual. 


Valorizado com extensa e curiosa dedicatória autografa ao pintor Nikias Skapinakis.





Uma Coisa em Forma de Assim
Alexandre O'Neill, 1985


Textos previamente publicados na imprensa os que O'Neill reuniu, no ano de 1985, sob o engenhoso título "Uma Coisa Em Forma de Assim" - como se quisesse lembrar-nos, assim como quem não quer a coisa, que não tinham sido vãos os já longínquos anos em que ajudara a fundar o Grupo Surrealista de Lisboa.





T
omai lá do O'Neill
uma antologia
Círculo de Leitores, 1986
via Paraíso dos Livros


Selecção de poemas e prefácio de Antonio Tabucchi. Fotografia intexto e da sobrecapa de Alexandre Delgado O'Neill.



No ano em que se comemora o Centenário do Nascimento de Alexandre O’Neill, a Biblioteca Nacional de Portugal apresentou uma Exposição sobre a Obra e Pensamento de um dos responsáveis pelo encontro de Portugal com o Surrealismo, na qual pretende dar especial atenção ao trajecto intelectual de O’Neill, percorrendo várias dimensões da sua obra e do seu espólio, doado pela família à BNP, e revelando áreas da sua actividade artística menos conhecidas até ao momento.

Paralelamente à Exposição esteve prevista a projecção de algumas peças audiovisuais.

"Esta exposição não pretende abarcar todas as vertentes da sua actividade criativa, mas dar a ver alguns dos momentos mais significativos do seu percurso intelectual, a partir de elementos do seu Espólio, doado à Biblioteca Nacional de Portugal pela família. Assim, propõe-se um percurso por diferentes lugares da obra e da vida de Alexandre O'Neill, procurando revelar dimensões menos conhecidas deste autor




Centenário Alexandre O'Neill
foto: anos 70
No Reino de O'Neill

O Centenário seu Nascimento  foi pois celebrado em 2024. Um convite para o reencontro com o poeta inclassificável, todo “coração acordeão” e ironia-ponta-e-mola: 


“E se fossemos rir,

Rir de tudo tanto,

Que à força de rir

nos tornássemos pranto…”


Alexandre O'Neill






Alexandre O'Neill

créditos: Autor não identificado

 

👉Curta biografia:


Descendente de irlandeses, e da burguesia lisboeta, Alexandre O'Neill nasceu em Lisboa. Filho de José António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões, empregado bancário, e de sua mulher, Maria da Glória Vahia de Barros de Castro. Neto paterno da escritora Maria O'Neill. 


Autodidacta O´Neill era um poeta de Lisboa. Boémio convicto, conversador de tertúlias, vagueava pelas ruas, de caderninho na mão, a tomar nota dos “pequenos absurdos do quotidiano”. Queria ver de perto a “patriazinha iletrada”, apanhar-lhe os ridículos e parodiar os brandos costumes.


Em 1943, com 17 anos de idade, publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, o "Flor do Tâmega". Apesar de ter recebido prémios literários no Colégio Valsassina, esta actividade não foi particularmente incentivada pela família, que almejava que Alexandre O'Neill se dedicasse mais aos estudos e tirasse um curso superior.

 

Datam de 1947 duas cartas de Alexandre O'Neill que demonstram o seu interesse pelo Surrealismo.






A Linguagem
Alexandre O'Neill
Mseu Nacional de Arte Contemporânea - Chiado

Em 1949, participa na primeira e única Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa, inaugurada a 19 de Janeiro. Apresentou cinco obras, mas apenas restaram duas peças: a colagem A Linguagem, actualmente no Museu do Chiado, e o romance-colagem A Ampola Miraculosa, datado de 1948 e publicado nos Cadernos Surrealistas. Ambos têm nítidas influências do surrealista Max Ernst.


Mas a doença começava a atormentá-lo. Em 1976, sofre o primeiro ataque cardíaco, que o poeta admitiu dever-se à vida desregrada que sempre tinha sido a sua. Em 1984, sofreu um acidente vascular cerebral, antecipatório daquele que, em Abril de 1986, o levaria ao internamento prolongado no hospital. Morreu prematuramente no dia 21 Agosto 1986. Tinha 61 anos-


Para si mesmo tinha já escrito o epitáfio:


“Aqui jaz Alexandre O’Neill

um homem que dormiu pouco

muito pouco

Bem merecia isto.




André  O'Neill,

caricatura de André Carrilho

 

👀BNP - Site Alexandre O'Neill :

 

Um novo site sobre Alexandre O'Neill, que se debruça sobre todas as suas facetas, da vida à obra, do homem ao poeta, já está disponível na página da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP).

 

O Site do O'Neill é um caleidoscópio de informações sobre o poeta surrealista, visto por ele próprio e pelos outros. Aborda múltiplos aspectos da sua vida, do seu humor e da sua obra.

 

“Assim, não espere quem o visita que se diga Debaixo daquela arcada ou A vida e obra de Alexandre O'Neill. Ficamos pela Vidinha, pelo Tomai Lá do O'Neill, passamos por várias Olhadelas e ainda espreitamos a Biblioteca”.

 

Ao visitar o site, é-se imediatamente direccionado para uma página que nos recebe com a assinatura de Alexandre O'Neill, a encabeçar o poema Caixadòclos .


– Patriazinha iletrada, que sabes tu de mim?
– Que és o esticalarica que se vê.
 
– Público em geral, acaso o meu nome...
– Vai mas é vender banha de cobra!
 
– Lisboa, meu berço, tu que me conheces...
– Este é dos que fala sozinho na rua...
 
– Campdòrique, então, não dizes nada?
– Ai tão silvatávares que ele vem hoje!
 
– Rua do Jasmim, anda, diz que sim!
– É o do terceiro, nunca tem dinheiro...
 
– Ó Gaspar Simões, conte-lhes Você...
– Dos dois ou três nomes que o surrealismo...
 
– Ah, agora sim, fazem-me justiça!
 
– Olha o caixadòclos todo satisfeito
a ler as notícias...

Alexandre O'Neill, Caixadòclos

 

O poema é uma espécie de autobiografia, reveladora de como o poeta não se levava a sério, recorrendo à auto-ironia e auto-depreciação, acompanhado de uma caricatura desenhada pelo ilustrador e caricaturista André Carrilho. 





https://www.cm-constancia.pt/comunicacao/noticias/cultura/


💓12º Edição do Concurso Literário Alexandre O'Neill :

 

A 12ª Edição do Concurso Literário Alexandre O’Neill  é promovido pelo Município de Constância, através da Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill, está a decorrer desde 09 Março até 30 de Setembro 2026. 


👉Tema : Livre


O Concurso Literário Alexandre O’Neill 2026 visa :

  • Valorizar e divulgar este grande nome da Literatura Portuguesa, a sua relação com a Biblioteca Municipal e com a vila de Constância; 
  • Fomentar e consolidar hábitos de leitura, de escrita e de criação artística na comunidade.


💬O Concurso destina-se a divulgar :

  • Trabalhos de poesia e contos inéditos.


👉Niveís de ensino : 

  • Alunos do ensino básico

  • Alunos do ensino secundário 

  • Comunidade leitora em geral.


Assim, os participantes serão divididos em quatro escalões: 

  • 2.º Ciclo do Ensino Básico;
  • 3º ciclo do Ensino Bãsico;
  • Ensino Secundário;
  • Comunidade adulta Ensino Superior & outros (idade igual ou superior a 18 anos). 


✅Júri :

Os trabalhos serão avaliados por um Júri constituído por um representante do Agrupamento de Escolas, um representante da Câmara Municipal de Constância e um representante da Associação Casa-Memória de Camões.


👉Regulamento :

As normas de participação do Concurso Literário Alexandre O´Neill 2026 estão disponíveis ao público estudantil e leitores geral na Biblioteca Municipal e Bibliotecas Escolares do Concelho e ainda nos portais do Município de Constância e da Rede de Bibliotecas.


💬Informações +

Para informações ou esclarecimentos adicionais devem os interessados contactar a Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, através de :

  •  Telefone : 249 739 367  


✅Normas : Atenção Art 6º👇


1. Podem participar no Concurso todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros naturalizados, cuja a situação de permanência no país seja devidamente legalizada junto das entidades competentes para o efeito. 


2. Os trabalhos a apresentar terão de ser, obrigatoriamente e sob pena de exclusão, inéditos e originais. 


3. Os participantes identificados nas alíneas a), b), c) e d) do artigo 5.º, apenas poderão concorrer individualmente.👈 


4. Só serão aceites a concurso trabalhos escritos em língua portuguesa.👈 


✅Fichas de Inscrição :


 

Nota ! Comecem já a trabalhar, para quando o ano lectivo começar, já terem a vossa inspiração delineada.

❌Nada de IA ! Poderão ser desqualificado.as.


Os mais novinhos vão pedindo o apoio aos pais ou avós. E quando as aulas começarem, solicitem o apoio do.a vosso.a professor.a.


💬Os alunos do 2º ciclo poderão enviar via escolas, mas individualmente, e com auxílio do.as professore.as.


Boa inspiração !


A Professora GSouto

 

21.08.2026

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Escolas ! Alexandre O'Neill : vida & obra ! Concurso Literário 2026, a não perder ! by G-Souto is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.


Wednesday, November 8, 2023

Escolas : Sophia Mello Breyner Andresen, ' uma vida de poeta ' ! Recursos




Sophia Mello Breyner
créditos: Eduardo Gageiro
https://img.rtp.pt/

"Comecei a escrever numa noite de Primavera, uma incrível noite de vento leste e Junho. Nela o fervor do universo transbordava e eu não podia reter, cercar, conter – nem podia desfazer-me em noite, fundir-me na noite.

No gume da perfeição, no imenso halo de luz azul e transparente, no rouco da treva, na quasi palavra de murmúrio da brisa entre as folhas, no íman da lua, no insondável perfume das rosas, havia algo de pungente, algo de alarme.

Sophia, Como sempre a noite de vento leste misturava extasi e pânico.

(numa folha solta, No fim da folha, à direita, está a indicação: «Porto, 9-V-1934»).


  • Espólio Sophia:


Sophia
créditos: Arquivo Global Imagens

Em Novembro de 2010, o espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen chegou à Biblioteca Nacional de Portugal, doado pelos cinco filhos da poeta. 


"A sua criação foi o ponto culminante de um trabalho de três anos sobre o conteúdo deste Espólio, realizado por uma equipa constituída por Maria Luísa Sarsfield Cabral, Manuela Vasconcelos, arquivista da Biblioteca, e por mim própria como coordenadora. Coube-nos ler e identificar cada documento que o constitui e proceder à sua pré-classificação."

Maria Adresen S. Tavares. filha


Uma nobre atitude da família de Sophia, já que a obra completa de uma das maiores poetas portuguesas é disponiblizada e aberta a novas leituras e perspectivas de estudo a investigadores e estudantes portugueses e estrangeiros.







Sophia: uma vida de poeta
BNP


"O espólio de Sophia traz, naturalmente, as marcas da vida, com todos os seus acidentes biográficos. São cadernos e folhas soltas com rascunhos e diferentes versões de vários tipos de textos, esboços de projectos, traduções; são cartas, agendas cheias de notas sobre afazeres do dia-a-dia (números de telefone, receitas de cozinha, contas domésticas), diários de viagem, desenhos, recortes de jornais com depoimentos e entrevistas, fotografias; são impressos que documentam gestos de solidariedade e envolvimento cívico e político."




Capa "A Menina do Mar"
Ilustrações de Sarah Affonso
Lisboa, Edições Ática, 1958 
ilustrações de Sarah Affonso


Há também outras surpreendentes descobertas. Segundo a informação da BN, "no fundo de um  pequeno móvel, meio abandonado estavam, escondidos e alinhados, vários cadernos, os mais antigos cadernos de poemas. Dentro da ideia de que os desperdícios contam histórias, pode-se dizer que esta é uma das partes mais interessantes do espólio."

Maria Andresen S. Tavares, 






"Um dia, mortos, gastos, voltaremos",
in caderno com textos datados entre 1933 e 1935 
Publicado em "Dia do Mar"
https://www.bnportugal.gov.pt/

São os primeiros esboços de poemas, tentativas de adolescente que remontam aos seus 12, 13 anos. Por entre esses papéis,  muitos dos poemas em manuscrito, que viriam a ser publicados ao longo da vida.



Sophia
créditos: Botelho

Assinalando a sessão da entrega do Espólio à BNP, no dia 26 de Janeiro de 2011, foi inaugurada a Exposição Sophia de Mello Breyner Andresen - Uma Vida de Poeta, comissariada por Paula Morão e Teresa Amado que ficou patente na BN até 30 de Abril 2011.






O Espólio de Sophia na BNP

  • O Espólio de Sophia na BNP Virtual

A realização deste site O Espólio de Sophia na BNP acompanhou a chegada à Biblioteca Nacional de Portugal do Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, doado pela família. A sua criação foi o ponto culminante de um trabalho de três anos sobre o conteúdo deste Espólio, realizado por uma equipa constituída por Maria Luísa Sarsfield Cabral, Manuela Vasconcelos, arquivista da Biblioteca, e por mim própria como coordenadora. Coube-nos ler e identificar cada documento que o constitui e proceder à sua pré-classificação.


Maria Andresen S.Tavares. filha





Sophia Mello Breyner Andresen 100


  • Centenário Sophia Mello Breyner Andresen:

Em 2019 celebrou-se o Centenário do Nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen que pôde ser consultado em site oficial durante as comemorações. Actualmente desactivado.


A Fundação Gulbenkian promoveu um Colóquio Internacional Sophia Melo Breynerl (16-17 Maio 2019) para assinalar o início de Sophia 100 A avaliar pelo programa, e videos disponíveis, a qualidade dos oradores era excelente!

  • Videos do Colóquio Sophia na Gulbenkian:

Estão disponíveis dois vídeos (dias 16 e 17 Maio 2019) do Colóquio na Fundação Calouste Gulbkien que poderão apoiar a preparação das aulas curriculares de Literatura Portuguesa.





Colóquio Letras 176


Também o nº 176 da revista Colóquio Letras lhe é em grande parte dedicado.








"Minha querida filha, minha rica, chegaram aqui os seus versos, guardei um livro para mim que li e reli. Acho tudo tão lindo, dormi com o livrinho debaixo do meu travesseiro. Fiquei tão emocionada! (…) Não sei que mais hei-de dizer. Custou-me tanto a habituar-me à ideia de ter uma filha Poeta, não esperava nada que isso me acontecesse mas agora já sei como é, já compreendo tudo. (…)"





Poesia
Sophia de Mello Breyner Andresen

(escrevia a mãe de Sophia de Mello Breyner Andresen no dia 2 de Agosto de 1944, numa carta enviada à filha, a propósito da publicação de “Poesia”, o seu primeiro livro.)


  • Google Doodle:



Homenagem Google Doodle 103º Aniversário de Sophia Mello Breyner
doodler: Matthew Cruickshank

No dia 06 de Novembro 2022, Google fez uma homenagem ao 103º Aniversário de Sophia, esta grande poeta portuguesa com um Doodle alusivo à temática Mar, tão presente na sua obra.


“When I die I will return to seek

The moments I did not live by the sea.”

Poem by Sophia de Mello Breyner which inspired the Doodle artwork





Sophia Mello Breyner Andresen
créditos: Autor não identificado
via Portal da Literatura

  • Breves dados biográficos:

Sophia nasceu no Porto, no dia, 6 Novembro 1919. Foi no Porto que passou a infância. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Caderno de Poesia. Morreu em Lisboa a 2 Julho 2004.

A 6 de Novembro 2019 cumpriram-se 100 anos do nascimento de Sophia, uma das mais importantes poetas portuguesas do século XX, e a primeira mulher a receber o Prémio Camões em 1999, o mais relevante galardão literário da língua portuguesa.

Foi também galardoada com o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores, com um Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela Universidade de Aveiro e com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.

A sua obra apresenta uma forte ligação ao mar e aos seus mistérios, à natureza, à vida e à morte. Escreveu de uma forma muito portuguesa, muito tocante, como se cada linha tivesse um pouco de saudade.

Sophia de Mello Breyner Andresen tinha um amor inexplicável pelo mar e o dom da palavra, decerto antes de sequer esboçar a primeira.







  • Sophia de Mello Breyner 100 anos:

É o vasto Espólio de palavras, poemas e textos que estão a ser celebrados ao longo de 2019 com eventos que se prolongarão até ao fim de 2019.

Escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Escreveu vários livros de literatura juvenil. Distinguiu-se verdadeiramente foi como contista e autora de livros de literatura infantil e juvenil.

Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.

*Video: Entrevista a Sophia de Mello Breyner em 13 de Maio de 1980.






site oficial desativado


Nas celebrações do Centenário em honra da poeta, houve em várias cidades do país e no Rio de Janeiro (Brasil), colóquios, exposições, espectáculos, leituras, concertos, prémios, filmes sobre a vida e a herança de uma das autoras mais marcantes do século XX em Portugal e no mundo. Sophia.



  • Nova biografia: 




Sophia de Mello Breyner Andresen
Biografia
Isabel Nery, 2ª edição 
Dom Quixote, 2024


Nesta nova edição da biografia de Sophia, publicada pela primeira vez no centenário do seu nascimento, em 2019, a jornalista Isabel Nery 
percorre os lugares que fizeram parte da história da poeta, numa altura em que passavam 20 anos sobre a sua morte, em 2004, eis um retrato abrangente e ambicioso da primeira escritora portuguesa a receber o Prémio Camões e da única mulher escritora sepultada no Panteão Nacional.





Pour ma Sophie
créditos: Bárbara Brochado


O Jardim Botânico, no Porto, casa da avó de Sophia, apresentou uma pequena Exposição sobre Sophia de Mello Breyner Andresen denominada Pour ma Sophie.

Para além de contar com mais de 300 livros, “Pour ma Sofie” reuniu dedicatórias, postais e rasurados que celebraram o Centenário de Sophia, que gostava de ser tratada como poeta por considerar a designação feminina inferior, E com grande mérito, é a poeta!


A respiração de Novembro verde e fria
Incha os cedros azuis e as trepadeiras
E o vento inquieta com longínquos desastres.
A folhagem cerrada das roseiras
Sophia, Novembro


G-S

08.11.2023
actualizado 28.05.2026
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