My thoughts about Education Humanities, Technology and Digital Culture. Interested on social media tools in educational contexts and
gamification in education.
O que sabes sobre o 25 de Abril? Está bem, é feriado. Mas o que mudou na nossa vida e por que é que há pessoas a passear com cravos neste dia?
O curioso Manu está de volta e quer saber mais sobre este momento histórico, até porque planeia fazer a sua própria revolução. Mas, desta vez, precisa da ajuda de quem viveu esse tempo: a sua avó.
Junta-te ao Manu nesta viagem pela memória. Descobre, afinal, para que é que se fez o 25 de Abril. E não te esqueças de comer brócolos...
O que farão os adultos se milhares de crianças saírem à rua para reclamar os sonhos que eles se esqueceram de continuar a sonhar, de pedir a justiça em que há muito deixaram de acreditar?
Continuaremos a ignorar estes cruzados com o mesmo cinismo, descrença ou inércia com que tantas vezes olhamos para o mundo que nos rodeia?
Ou terá chegado a hora de darmos ouvidos aos sonhos das crianças?
Como se diz neste livro, a democracia pode ser comparada a um jogo. Mas não é um jogo em que uns ganham e outros perdem: nela, todos ganham. E o que ganham? Algo a que muitas vezes não se dá o devido valor, mas que faz muita falta quando desaparece: a LIBERDADE de escolher como deve ser o mundo em que vivemos, e o que podemos fazer para partilhá-lo pacificamente com todos.
Inspirados na técnica de blackout poetry, um colectivo de poetas e ilustradores liderado por Viton Araújo e Diego Tórgo aplicou o 'lápis azul' sobre as palavras da Constituição de 1933 até que dela se erguessem, apenas, poemas e ilustrações exaltando os valores de Abril:
humanidade,
liberdade,
justiça,
igualdade.
Reconstituição assume-se como um exercício de liberdade poética que celebra um sonho e constrói um futuro: o da liberdade.
Um projecto artístico (e político) que desconstrói a constituição de 1933, distorcendo e subvertendo as suas palavras, imprimindo-lhe a mesma censura que o Estado Novo exerceu sobre as liberdades dos cidadãos portugueses, até restar apenas a mensagem de Abril.
Foi há 50 anos que a liberdade se fez em Portugal. Se perguntarmos aos jovens estudantes quem descobriu a Índia ou o Brasil, estarão informados, pois é inquestionável o papel da escola e da literatura na transmissão desse saber e desse imaginário.
"Todavia, se perguntarmos sobre 25 Abril de 1974, poucos saberão da importância deste acontecimento na História de Portugal que tanto contribuiu para a mudança e para a evolução do país, quer do ponto de vista da condição humana, quer do ponto de vista social."
Maria Manuela Cruzeiro/ Augusto José Monteiro
É importante não descurar a partilha de uma 'memória histórica'. Deve fazer parte dos currículos escolares.
Cada professor.a terá a sua visão sobre o 25 de Abril. Mas não deve descurar factos que fazem parte da História recente de Portugal.
Aqueles que viveram os factos, e que ainda estão entre nós, conseguem revivê-los e reconstruí-los de uma forma mais precisa e, eventualmente, já com alguma isenção, por se ter passado o tempo suficiente para sacudir o pó da excessiva emoção.
Espero que estas sugestões de livros sirvam para vos apoiar nas aulas curriculares dos diferentes níveis de estudo, da Primária ao Secundário.
“A história é como uma montanha que só de longe se pode admirar na sua grandeza e nos seus abismos”
A programação tem início às 10:00 horas, quando milhares de alunos de escolas secundárias de Portugal, Espanha e outros países lerão excertos de romances de José Saramago num programa intitulado Leituras Centenárias.
Saramago na Escola: Leituras Centenárias, uma iniciativa da Fundação José Saramago, em parceria com o Plano Nacional Leitura e com a Rede Bibliotecas Escolares, faz parte do programa do Centenário de José Saramago.
Nesse dia, 16 Novembro 2022, realizar-se-ão em escolas secundárias portuguesas, sessões de leitura de um excerto de "O Memorial do Convento" ou de "O Ano da Morte de Ricardo Reis".
No dia 16 de Novembro, centenário de nascimento de José Saramago, alunos de escolas secundárias portuguesas participam das Leituras Centenárias.
Para além de constituir uma evocação do escritor José Saramago, as Leituras Centenárias procurarão motivar os jovens para a leitura, para o aperfeiçoamento da língua, para a compreensão do texto narrativo e para o questionamento e diálogo sobre nós próprios, a sociedade e o meio ambiente.
Participarão nas “Leituras Centenárias” alunos ou alunas do ensino secundário, de escolas públicas, privadas e cooperativas.
Cada escola poderia inscrever um aluno ou aluna de uma turma específica.
Prazo inscrição terminou a 20 de Outubro 2022.
Lista escolas secundárias participantes:
A lista das escolas participantes já foi divulgada através do site da Fundação José Saramago,. Poderão ver a Lista de escolas aqui
Como serão feitas as leituras Centenárias:
As Leituras Centenárias serão realizadas em simultâneo, pelos alunos ou alunas participantes, com orientação do(a) respectivo(a) professor(a) ou dos(as) Professores(as) Bibliotecários(as), às 10 horas do dia 16 de Novembro de 2022.
Desejavelmente e sempre que tal seja viável, as leituras serão difundidas em tempo real, através de redes sociais adequadas e com prévio anúncio, em especial junto na comunidade escolar.
Cada participante receberá um diploma que assinalará a sua participação na iniciativa, sendo atribuído à respectiva escola um Certificado alusivo.
Em datas a ajustar, os participantes nas “Leituras Centenárias” e os respectivos professores serão convidados para uma visita guiada à Fundação José Saramago e à exposição José Saramago: A Semente e os Frutos.
A Rota estabelece um percurso entre a Casa dos Bicos (Fundação Saramago) e o Largo da Igreja de Cheleiros, num total de
58 Km. Estrutura-se através dos bens imóveis classificados existentes nos municípios de Lisboa, Loures e
Mafra.
Rota Memorial do Convento, uma homenagem a José Saramago, segue o texto do livro Memorial do Convento e revela monumentos históricos e paisagísticos do século XVIII, entre Lisboa e Mafra, passando por Loures, bem como pontos de interesse patrimonial situados em Sacavém, Santo António dos Cavaleiros, Unhos, Santo Antão do Tojal, Fanhões, Malveira, Mafra (convento e vila velha) e Cheleiros.
Ao longo deste percurso o visitante/turista é convidado a percorrer as linhas geográficas do romance.
"Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: “Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra… Era uma vez a gente que construiu esse convento,"
Fernando Pessoa, estabeleceu um gigantesco universo paralelo criando uma série de heterónimos para sobreviver à sua solidão de génio. José Saramago, fez regressar o heterónimo Ricardo Reis a Portugal, ao fim de 16 anos de exílio no Brasil. 1936 é o ano de todos os perigos, do fascismo de Mussolini, do Nazismo de Hitler, da terrível Guerra Civil espanhola e do Estado Novo em Portugal, de Salazar. Fernando Pessoa, o criador, encontra Ricardo Reis, a criatura. Duas mulheres, Lídia e Marcenda são as paixões carnais e impossíveis de Ricardo Reis.
Para que em tempo real se possa colectivamente experienciar a leitura em linha, sugere-se:
O uso da hashtag #centenariosaramago para todos os conteúdos e publicações do Centenário;
A transmissão em streaming da sessão de leitura com indicação do URL para a Rede de Bibliotecas Escolares, através do endereço eletrónico 100josesaramago@mail-rbe.org e até à véspera do evento, para que haja tempo para agendar as publicações nos canais de comunicação.
via RTP Ensina
Nota: Sou profundamente contra a omissão de José Saramago dos programas do Ensino Secundário. Como é possível ? E não é só pelo facto de ser o único Prémio Nobel da Literatura do nosso país.
"A proposta resulta de um trabalho desenvolvido por especialistas do Centro de Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e tem como objectivo introduzir maior diversidade no ensino da literatura.
"A intenção é permitir aos professores adaptar as escolhas às características dos alunos e às temáticas trabalhadas em sala de aula."
Um Deus Passeando pela Brisa daTarde
Màrio de Carvalho
Duas obras que se podem entrecruzar sem ser necessário estar a por em consulta. Separemos os autores das políticas, e façamos literatura nas nossas aulas conjuntamente com os nossos alunos.
Mas será que estes especialistas não entendem quw ha professores quw sabem muito bem seleccionar obras literárias segundo o perfil dos alunos?!?
Dei muitas obras não inseridas nos programas. Autores cmompletamente esquecidos, mas que se adptavam peofeitamente ao perfil dos alunos, E dei muitas dos programas a que os alunos não aderiam.
Dei ao longo dos anos O Memorial do Convento uma obra imortante para compreendermos uma parte da história, mas também pelo estilo da escrita do autor. Os alunos gostavam mesmo de o ler e estudar.
Lembro de o dar no 12º de uma Escola Profissional de Música e os alunos, músicos, ficaram presos à obra. Gerou muitos debates, Saímos todos mais enriquecidos.
Filósofo, escritor e críticofrancês, acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel activo na sociedade. É uma figura de destaque da cultura do século XX. Sem esquecer Albert Camus e Simone de Beauvoir.
Google Doodle 150º Aniversário Jean-Paul Sartre 2010
Google não poderia deixar passar o aniversário deste grande pensador. E assim, a homenagem com um Doodle em 2010! Célebre ainda por ter recusado o Nobel da Literaturaem 1964 que lhe foi conferido:
"for his work which, rich in ideas and filled with the spirit of freedom and the quest for truth, has exerted a far-reaching influence on our age". Nobel Prize
« Je ne connais qu’une Eglise : c’est la société des hommes »
Jean-Paul Sartre
Ensino
Como se pode constatar, não foi apenas José Saramagoque foi polémico no que concerne o Nobel da Literatura. E mais recentemente, Bob Dylan.
Só que na época de Sartre, a mediatização não se fazia à velocidade actual. Os media estavam longe de ser o que são hoje.
Não vou tecer muitas considerações sobre o autor dado que é bem conhecido de todos nós.
Os professores farão passar a mensagem e os ensinamentos aos seus alunos como bem lhe aprouver, segundo o nível turma/aprendizagem do Ensino Secundário.
A sua vida de intelectual engagé suscitou também muita controvérsia e constrangimentos. Ficou conhecido pela sua extensa obra, nomeadamente pelos paradigmas filosóficos que se reagrupam sob o nome de Existencialismo, nova corrente filosófica, e pelo seu empenhamento político. Fez parte da Résistance.
Segundo Sartre"l'existence de l'homme précède son essence, lui laissant la liberté et la responsabilité de ses choix."
« En fait, nous sommes une liberté qui choisit mais nous ne choisissons pas d'être libres : nous sommes condamnés à la liberté. »
"C'est un chef-d'œuvre, peut-être le chef-d'œuvre de l'autobiographie au XXe siècle, et son auteur ne lui donnera jamais de suite."
Les Mots é o único livro publicado em vida de Sartre que se enquadra no âmbito da autobiografia, e até mesmo sua pertença ao género tem sido debatida: as categorias são sempre muito estreitas para textos extensos.
"Écriture et lecture sont les deux faces d'un même fait d'histoire et la liberté à laquelle l'écrivain nous convie, ce n'est pas une pure conscience abstraite d'être libre."
Jean-Paul Sartre, Qu'est-ce que c'est la littérature
Ressalto a obra "Qu'est-ce que c'est la littérature" (1948), um ensaio manifesto da sua concepção da literatura 'engagée' que será muito iinteressante para apoiar as aulas de Literatura.
La Nausée(1938)e Le Mur(1939)revelam o romancista de grande talento. E tantas outras obras que poderão ou não ser seleccionadas, segundo os currículos a leccionar.
Intransigente e fiel a si próprio e às suas ideias, recusou toda e qualquer honra, como a Légion d'Honneur em 1945.
É sem dúvida uma das personalidades francesas incontornáveis do séc. XX, dada a versatilidade da prolífera obra, tanto filosófica como literária, bem como o seu engagementpolítico. Marcou definitivamente a viragem do pensamento ocidental.
Um autor fundamental nos currículos académicos de Literatura Francesa/ Portuguesa e Filosofia.
Foi na Ecole Normale Supérieure, quando preparava a sua licenciatura em Filosofia, queJean-Paul Sartreconheceu Simone de Beauvoir, professora, com quem partilhou a sua vida, convicções e obra, embora sempre em relação aberta, assumida pelos dois.
Mai 1968 foi um importante momento político no mundo, em especial na França. Sartree Beauvoir saíram para as ruas para protestar juntando-se a estudantes universitários e outros intelectuais.
Ainda hoje se debate se a escritora Simone de Beauvoir teria sido feliz ao lado de Sartre. Mas os afectos que a uniam a essa personalidade calou alguns dos seus verdadeiros anseios, segundo estudiosos da escritora. Isto poderá ser estudado em On Parle de Simone de Beauvoir: Livres & Idées.
Recursos: Exposição Virtual
Patente no sítio web da Bibliothèque nationale de France uma Exposição Virtual a explorar com os estudantes, dedicada a Sartre.
"Durant le XXe siècle, Jean-Paul Sartre a été, selon le mot de François Mauriac, le contemporain capital, celui que l'on rencontre à tous les carrefours de la culture."
"Sartre présente cet exemple unique d'un homme qui a construit à la fois une grande œuvre littéraire et une grande œuvre philosophique, à partir de son existence personnelle et sous le signe de la liberté."
Sartre praticou quase todos os géneros literários: ficção, filosofia, teatro, biografia, autobiografia, ensaios, jornal e cadernos, jornalismo, correspondência.
Engajou-se com força e convicção em todos os grandes debates do seu tempo.